sábado, 19 de junho de 2010

Destino

Um eclipse destruiu meu sol.

Os caras que eu poderia ter sido.

Que pensamentos passam pela sua mente?

----x----

O maior espetáculo do Universo:

A existência.

Amor....

Te dei saliva para matar a sede
E o suor para matar o amor
Te dei o sangue que corre em minhas veias e um caderno para rasgar...
Agora não diga que não te dei nada...
Até meus sonhos perfeitos.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Sempre me lembro disso

...Eu a levarei na memória conservando-a para que o tempo não a desgaste, e serão nestas noites silenciosas deste lugar, que finalmente poderei tê-la novamente comigo...
No meu pensamento.
----x----
Amor, paixão, tesão, sei lá...
Primeiro a gente enlouquece e depois vê no que dá!
Concorda?
----x----
Te dei saliva para matar a sede
E o suor para matar o amor
Te dei o sangue que corre em minhas veias e um caderno para rasgar...
Agora não diga que não te dei nada...
Até meus sonhos perfeitos.
----x----
A onda é a ereção do mar...
E foda-se.

RIP

Meu Deus! Que eu morra em paz.
Me coroem de flores fecundas de agonia!
Oh! Não doure o sonhar de mais um moribundo.
Exaurido de dor e esperança!
Posso aqui respirar mais livremente sobre o Vale da Morte que se estende.
Ah! Se Ele estivesse aqui!
No Vale agora...
Sinto no meu sangue a carícia da noite...

.....

E as doces palavras que eu tinha cá dentro, a quem as direi?

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Noite no meu Quarto

As cores foram murchando,
Ficou apenas o tom escuro, no Mundo escuro...
Os passos urgentes ressoam na "pedra", ressoam em mim!
Ainda bem que a noite baixou: É mais simples conversar...
muitas palavras já nem precisam ser ditas.
Mas há o instinto mover de lábios...
A mão que escreve tanto, não sabe contar!
Os olhos sabem e se calam
Certo cheiro de "erva"...
Menos dureza nas coisas...
Violas sobem até a Lua
e elas contam melhor do que eu!

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Destino?

A noite corre em minhas veias, assim como as nuvens passam sob o luar.
... Foi numa noite dessas, seca do outono, fria como a mingua do luar, vazia na madrugada da cidade de concreto que me tornei quem eu sou...
...Já se vão alguns longos anos desta noite, exótica, linda, linear...
Fui chamado... Não pude conter o instinto, não pude ir contra a natureza humana, cai na armadilha da vida como se fosse um carneiro jogado aos lobos...
Não sou mais quem eu era, e agora só posso mostrar minha face sob a luz do luar...
Agora. Aqui. Exaurido de alguma emoção humana perambulo...
Pelas esquinas do tempo e da vida em busca de algum significado, de algum chamado; não posso ser o único, deve existir alguém tal como eu...
Será que isso é punição Divina? Será que Ele esqueceu de mim aqui no cantinho do Mundo? ... Talvez...
Talvez seja algum tipo de teste, talvez com essa privação de sentimentos eu encontre o paraíso...
Mas como pode ser?
Eu encontrei com Ele, duvidar disso seria a condenação Eterna.
...Estou farto...
Farto de tanto fardo...
Tento em vão negar-me à existência de meu Criador acreditando que meu solipsismo possa me colocar em um plano Superior, quase Divino...

Sina?

Está com medo de mim?
Está com raiva de mim...?
Renda-se a mim...
Deixe meus líquidos de prazer te afogar, deixe meu vício te conduzir, deixe minha razão te cegar...
Entregue-se aos meus conhecimentos mundanos:
Algo tão bom não poderia fazer mal.
Não vai doer quando eu arrancar sua sanidade e dignidade!!!
Eu quero o que você é, quero que clame por mim a cada instante, quero a vida do teu corpo e da tua alma...
No final eu terei tudo que já me pertence, e me declinarei gentilmente para ver o último lampejo de vida em seus olhos...
E por isso você vai me agradecer, vai sorrir e aplaudir uma última vez.
Sob o manto matutino, adeus domingo!
No teu hálito etílico eu previ, tua sina primeira é segunda, dia primo da semana e último de tua cura.
De tua neura, escravizóide, factóide, insana dos trabalhadores de segunda!!
Hoje, embriagamo-nos precocemente, apesar dos destemperos do dia anterior.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Eu e a Cris.

Surge na tua boca rosa e escorre pelo pescoço marcado, pelos seios alerta, pela barriga clara e pelos pêlos negros desvia e segue...
Pelo íntimo seu, pelas coxas longas e brancas, pelos pés contraídos dos dedos pintados de preto se desprende e voa para minha boca, a viajem desta gota de saliva antecede teu gozo... e minha loucura.

Eu o vinho e a Cris.

Desejos de luxúria se embriagam sobre a pele, e a voz bêbada e rouca treme com prazer indomável, mesmo que se revele o mais devasso pecado, e geme!
E num banco de praça qualquer me pego declamando não versos, mas suspiros que nem a dor, nem os espinhos hão de abafar como outrora fizera estando lúcido, e que esse momento não fosse único, e a ressaca de amanhã não há apague de minha memória...!

segunda-feira, 29 de março de 2010

Domingo em familia

Como quem não esquece o próprio endereço,
Sei que a vida que levo é leve e passageira,
Como o sorvete de repente derretendo;
À espera do calor do bafo podre de minha boca bêbada.
Como quem não esquece o caminho de casa sei que em algumas horas minha vida vai se espalhar e fazer uma porqueira na nossa mesa de almoçar;
Como quem segura o espirro e joga cuspe, farofa e catarro sobre os pratos já há tão surrados.
Como quem decora, feito quem respira, números e siglas que lhe dão um lugar entre os homens e os dias.
Sei que será necessário autopsiar minhas veias, como quem corta uma carne de sol no domingo santo da família.
Sei que nos finchos etílicos de ácido de meus nervos empanzinados...
O bisturi encontrará entre os escombros de assombração de alguns soltos versos
O endereço da reabilitação.

reflexões...

Como você, tenho me perguntado por que meus devaneios de luxúria e devassidão reinam à noite... Após dez anos de porre dessas reflexões acredito agora, que estes desejos não brotam das trevas; pelo contrário, eles são como estrelas: estão sempre ali, mas obscurecidos pelo clarão da luz do dia.

Conhecendo a verdade, ela me libertará??

Não consegui vencer a minha adolescência;
Minha coerência foi parar na reabilitação;
Minha lucidez nasceu da doença;
(E)Meu equilíbrio tem as deformações do que é normal...
Minha esperança e salvação: saber de tudo isso e confiar e prosseguir...?
“Você tem que estar preparado para se queimar em sua própria chama: Como se renovar sem primeiro se tornar cinzas?” ~Zaratustra~